Menina de escola rural - fotografia de Sabastião Salgado
Quando nasci voltei a reaprender a traduzir o mundo maior em que nascia e aquele
primeiro mundo pele de minha mãe,
a memória anterior se tivesse extinguido
tradução e agenciamento, fluência e água amadurecendo a observação
reintegrei os gestos as formas e abri um aqueduto livre no coração
onde guardei em segredo imagens originais
compreendi que na folha em branco os espelhos se podem confundir
com a rigidez do olhar onde as pedras se fixam,
assentei o verbo na tradução das manhãs anteriores
da primeira pele descobrindo as camadas do Livro
com o brilho inquieto do real sobre as mãos
Gisela Ramos Rosa 09-07-2011
12 comentários:
Estou feliz pelo regresso, numa tradução belíssima de apresentação ao novo mundo!
Beijinho terno
Muito bonita a foto. Gosto da expressão de marota da miúda... e belas palavras. beijo
Muito bom!! Gostei!! Muito bem dito!
[]s
Very intense...
Felizes os que nascem quantas vezes é preciso "com o brilho inquieto do real sobre as mãos".
Muito belo, o poema!
Um grande beijo, Gisela.
Querida Gisela: o Poema É Lindo. Encantei-me com a imagem da Tua Mãe.
Um beijinho da Isabel
Perfeito!
Letras e fotografia
Adorei a expressão viva desta garota e o texto poético maravilhoso que escreveu para a acompanhar e traduzir as descobertas da vida e da escola,
"...descobrindo as camadas do Livro
com o brilho inquieto do real sobre as mãos",muito sábio e muito lindo!
Beijos
Boa tarde,
mais um doce exemplo da festa das palavras no seu "aqueduto livre do coração".
Poema muito bonito, Gisela.
Um abraço,
Carlos Teixeira Luis.
Bonito poema!
beijinhos,
vera
A lovely poem,that I will reflect
on each time I hear of a baby being born.
I hope you don't mind me writing
in english.
nothing at all.....
You can write in any language I´ll understand you**
Your Breathtaking....
Um beijinho a todos de agradecimento pelas palavras que aqui escreveram.
Gisela
Enviar um comentário