Domingo, 20 de Fevereiro de 2011

dos silêncios e dos trajes que trazemos na memória,

Nicolas Marino


..., depois quando te vi imaginei-me a acordar sem promessas e descansei os olhos nos teus olhos porque me lembraste como as crianças semeiam flores em qualquer lugar sem estação....esqueço por instantes o mundo daqueles homens que não conhecem os pássaros nem as sementes, mas o preço das rações que dão vida a outros homens....há tantos nomes que podem nascer quando as mãos se transformam em navios da visão fascinada e o nexo dos atilhos se desprende para formar um outro nexo (des)unificado em que apenas a alma pode falar dos silêncios dos trajes que trazemos na memória,

julgo ver-te uma e outra vez como se olhasses, através da paisagem ocre da palha, a distância que separa as águas do mundo....mas é no teu rosto que encontro a unidade possível das montanhas longínquas, por isso, neste instante há uma explicação para o s olhos, neste lugar, através de ti.


Gisela Ramos Rosa, 20-02-2011



6 comentários:

Ana Oliveira disse...

"...descansei os olhos nos teus olhos..."

O meu olhar temente procura os teus olhos lúcidos para se render e acreditar.

Gosto sempre tanto de a ler Gisela que agradeço com um beijo

Mar Arável disse...

quando as mãos se transformam
em navios
escrevem-se palavras com o sentido
do voo
Muito belo como sempre

Graça Pires disse...

As mãos trasformadas em navios e sobre o peito as aves bebem as nuvens num contorno de sonhos...
Que belo o poema e a imagem!
Unm grande beijo.

Gisela Rosa disse...

Ana a sua leitura das minhas palavras traz-me sempre a serenidade que colho quando escrevo. Um beijinho e muito obrigada pela sua presença.


Mar, enquanto houver mãos haverá navios a desbravar qualquer (M)ar,

um muito obrigada, sempre


Minha amiga Graça, há momentos em que as palavras somos nós. um beijo de admiração por tudo o que escreve.

João Menéres disse...

>...há tantos nomes que podem nascer quando as mãos se transformam em navios de visão fascinada...<

Como eu desejava ter sempre assim todo um mar, GISELA...

Um beijo semeado como flor.

Luísa disse...

Sempre unicamente ímpar na forma como conjuga as palavras na imagem...ou a imagem na palvra!
Haverá melhor olhar?
Beijinho terno!