nachdenklich...© Sandra Avery
E é assim que te vejo quando me olhas centrado e me dizes que já foste a infância e que nesse lugar havia crianças e fronteiras, esconderijos , bolas, abafadores e ...aquelas casas de madeira que idealizavas no cimo das árvores.....hoje, quando encontro os teus olhos percebo como são difíceis os esconderijos sem bússola... como destinos fora do lugar.... e não sei se te vejo ou me revejo lembrando a carta que escrevi a minha mãe insistindo para que ela compreendesse o modo como os meus olhos divisavam a paisagem.....agora, nesta minúcia em que me pego a ti, nesta proximidade dos olhos e da pele.....neste acolhimento tão fiel dos amigos, invento um círculo perfeito para os nossos olhos que persistem irrequietos, fora do mapa, em busca de ramos para tornar esta folha num ninho, improvável, que nos ligue como se uma flor nascesse por dentro de nós....
Gisela Ramos Rosa, 27 de Novembro de 2010
15 comentários:
Estar ao lado do outro, e entender, e ser abraço sem ser colo...
Gostei tanto.
Um beijo
>...neste acolhimento tão fiel dos amigos,<
Outro texto delicioso, GISELA...
>...tornar esta folha num ninho, improvável<
Que mais te posso dizer?
Que me emocionam as palavras que não ouço ?
Um beijo.
É tão lindo, tão lindo... deixa-me adormecer com o teu sublime texto...
Obrigada, querida Gisela.
Um xi
Lindíssimo!
Tão belo de próximo como de distante, de claro como de marca penumbra...de dependencia como de autónomo!
Belíssimo!
Beijinho terno, como que de um folha lançada rumo a um nnho segur de amizade.
maravilhosoooooo!!!!TUDOOO!!!!
ja tinha saudades deste teu espacio!
muitos mas muitos beijos cheios de emoçao!
quando o lugar pára o movimento cardeal do destino
faz-se rotação de um carta
que é sempre distância no espaço
onde são “difíceis os esconderijos sem bússola”
“fora do mapa” das constelações
“invento um círculo perfeito”
a mapear o destino no caminho da bússola
Quando os olhos se perdem em horizontes que não podemos acompanhar direito, e a pessoa se esconde em esconderijos que jamais encontraremos, dá medo...
Medo de perdermos por completo, medo d enuncia mais termos ao alcance de nossas mãos, a insanidade lambendo a razão e as razões que desconhecemos...
Sigo-te com prazer!
Não digo nada excepto que os meus olhos de encheram de água.
Um beijo, Gisela.
gosto destas flores repentinas, gisela. são como as palavras :) um beijinho amigo e grato*
Olá Gisela,
Que saudade que esse sítio trás quando a felicidade o visita.
Beijos e bem disseste João.
As palavras que senti.
Caramba...mexeu, hein?
[]s
...como se uma flor nacesse por dentro de nós!
Coisa mais bela, Gisela!
Beijos,
Saudades de novidades...
Beijinho terno!
tenho andado por aí perdida...mas a ovelha volta à casa...
que estejamos todos em 2010 aqui a comentar e a partilhar uma das nossas paixões...seja a imagem, a palavra ou ambas em sintonia...Boas Festas e MUITA saúde e amor(algum dinheirito também era bom, ehehe)
Hellag (*_*)
Saudades de ti, pela linguagem invulgar que por cá se comunica!
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